Jun 10, 2013 - O Pesquisador    Sem Comentários

O Prado

O PRADO
Subsídios para a história do bairro do João Paulo
Premio de Causo -1975 (Projeto Mirante)

Nosso objetivo ao participar do Projeto Mirante, é antes de tudo prestigiar essa iniciativa das mais válidas, pelo incentivo na tentativa de reavivar o interesse daquilo que é nosso, nossas tradições, cultura e arte, por tanto tempo expoente, cartão de visitas da Atenas Brasileira.
Nosso “Causo”, uma tentativa de mostrar aquilo que ainda não foi visto de perto com o real carinho, na esperança e na certeza de que estudos mais detalhados e mais profundos serão feitos posteriormente, para que os que aqui residem conheçam melhor, historicamente, o inicio da expansão urbana que culminou com a grande São Luis que hoje temos e que com orgulho veremos transformada no futuro transformada na mais estítica-moderna cidade colonial do mundo, demonstrando assim, o amor, respeito e gratidão que seus filhos sentem por aqueles que a construíram e por todas as tradições que nos foram legadas e zeladas na nossa própria história.
No fim do século 19, quando a escravidão havia deixado de ser o tormento dos negros, “Ana Jansem”, Nha Jança já corria em carruagens imaginárias pelas ruas das Ilusões dos nossos antepassados, São Luis já era desenvolvida cidade com ares de capital. Do centro da povoação principal até o Anil, hoje bairro grande de desenvolvimento acentuado graças aos trabalhos de urbanização e as agregações naturais de edificações de residências e vias de acessos criadas. Havia uma ligação do interior da Ilha com o centro da cidade, tanto do Turú e Olho D água, quando da Estiva interligando pequenos povoados que marginavam a Estrada São Luis-Teresina, única via de acesso terrestre da capital ao resto do mundo. Do Anil, até o Diamante, bairro mais próximo do centro da cidade, essa via denomina-se Getúlio Vargas, tendo já servido de agrado a outras figuras que se destacaram na política brasileira, principalmente na Presidência da República, já foi João Pessoa, . Era esse o acesso principal, vindo do interior da Ilha até um pouco além da entrada do bairro Diamante, onde se iniciava a rua Grande, hoje Oswaldo Cruz. Talvez daí a denominação da época ao “Caminho Grande”. Logo ao sair do Diamante se estendia pelo Canto da Fabril, pelo Areal, justamente pelo quantidade de areia existente no trecho que se estendia até o bairro Monte Castelo ( nome definido ao bairro em homenagem à batalha de Monte Castelo na Itália, com a presença histórica do Brasil). Viajando no Caminho Grande, passando do Monte Castelo chegávamos ao “Apeadouro”, á época haviam apenas duas choupanas, Apeadouro antecedia a chegada ao lugar onde a existência de um areal vermelho era o suplicio dos moradores, sendo, inclusive motivo de chacota aos seus oradores e aos passantes que seguiam em carro de boi, a pés ou a cavalo que ao chegarem ao centro da cidade eram chamados de “pés de poeira”, tal era a impregnação que sofriam.
As casas eram feitas de barro, cobertas de palha, assim como em infinitos povoados do interior do estado até hoje, possuía um conjunto dessas casas em terrenos grandes, áreas que permitiram a construção de sítios, que viriam predominar na região e uma ou duas “bodegas”, onde se vendiam produtos para o consumo diário e arrefecia o cansaço dos passantes na ligação do Anil para o centro da cidade. O lazer acontecia com o consumo de cachaça nos fins de semana, principalmente aos domingos pois era grande o fluxo de pessoas no caminho grande num vai e vem de pessoas que visitavam parentes e aproveitavam o bucolismo que os sítios formavam servindo-se da pureza da natureza.
Pois bem, existia no povoado uma família chamada Prado, da cuja, ainda existem membros em nossa cidade e por ser na época essa família, privada de recursos superior aquelas que ali residiam, atribui-se, pois que o lugar tenha passado a chamar-se Prado justamente pela influencia da família Prado. Correto também é que no lugar em que existe hoje uma casa que possuia uma onça de cimento na frente , localizada a beira da avenida, canto da igreja São Judas Tadeu, ali se realizavam corridas de cavalos, era um prado. E antigos moradores do prado afirmam que dali partiu o nome do bairro, o primeiro. Distava uns quatro quilômetros do centro de São Luis e era apenas um ponto de passagem, como já frisei, justamente porque para qualquer lugar que se quisesse ir na ilha, ter-se-ia que se passar pelo Prado, salvo de se viajasse de canoa, ou pequenos barcos, rodeando bastante.
Tempos depois, chegou para morar no Prado um senhor chamado João Paulo, de origem portuguesa, de condições financeiras regular, que havia resolvido tentar sorte no Brasil e em aqui chegando já com uma idade madura João Paulo, tornou-se popular em pouco tempo construiu uma boa casa, onde se situa hoje o Convento São Vicente de Paula de propriedade de uma ordem religiosa, comandada pela irmãs de caridade. Ali no João Paulo construiu sua residência e lhe pôs na fachada o nome de “CASA GRANDE”. Dedicando-se ao comercio, o que é normal nos portugueses, João Paulo popularizou-se. Dando festas, os chamados forrós, e tendo consigo o lema de que trabalhar não tem hora, ficava ate mesmo na madrugada vendendo cachaça, conseguindo assim dar trabalho ao policiamento que ali existia. Fez erguer um quiosque, que talvez pela localização, a beira do caminho grande, teve grande aceitação e tornou-se então, o ponto preferido pela caboclada e para as brincadeiras dos próprios moradores da capital, do centro da cidade e do Anil, que aos domingos metiam um ‘Ferro’ na cintura e iam dar um bordo no João Paulo, onde ficavam o dia todo apreciando a cana e jogando conversa fora.
O bairro ia aos poucos aumentando o movimento e a importancia do local aumentava também a importância comercial do lugar e consequentemente a popularidade do velho João Paulo, justamente e porque quando alguém se referia ao Prado, nunca utilizava o verdadeiro nome, talvez pela alta influência da cachaça, as pessoas so se referiam ao lugar, como se fosse o velho português, justamente porque ali é que iam quando queriam. O local era bom tinha ainda, por traz da CASA GRANDE um juçaral, onde um banho gostoso era o tira porre, da clientela do velho João Paulo.
No centro da cidade os comentários na segunda feira eram quase sempre, “fui ao João Paulo ontem”. Ou mesmo no meio da semana quando pensando já na folga do fim de semana, os amantes do lazer combinavam vamos baixar o bico na cachaça do velho João Paulo no domingo?
Fato é que o nome deste comerciante se popularizou de tal modo, que mesmo depois de morto o PRADO, foi esquecido e o João Paulo perdurou. Com o tempo, todos já conheciam o lugar por João Paulo que tornou-se então um grande centro e foi se desenvolvendo rapidamente, ajudado pela própria posição geográfica, tornando-se um dos grandes bairros da cidade, pois como disse anteriormente, ninguém iria ao centro ou qualquer lugar da ilha que não tivesse que passar pelo propalado João Paulo.
Mesmo desenvolvendo-se rapidamente o bairro não possuía ruas, pois as pessoas preferiam morar á beira do Caminho Grande a procurar um outro local mais afastado, embora que as terras sempre possuíam e sempre possuem donos. Havia umas poucas travessas, umas das quais chamava-se COME VIVO, essa travessa é uma das primeiras que o João Paulo tinha, que hoje chama-se rua da Vitória, onde fica a farmácia do Espanhol, chamava-se assim pois Crispim, que era um dos velhos moradores ali, dava uns” Chorados”, nos fins de semana que terminavam geralmente por baixo de sopapos e cacetadas.
O bairro, com o progresso que ia também dando problemas para a segurança, constitui-se no bairro violento, onde o Capitão João Pedro com 19 soldados, que acompanha a patrulha naquela localidade, via o diabo para por as coisas em ordem, o que se comenta bastante a respeito desse fato, é que, apesar da violência, havia poucas mortes. Dando assim a impressão, agora que as cacetadas já não são dadas como antigamente.
Era um lugar que predominavam os sítios as quintas bem cuidadas, um exemplo disso onde hoje é o clube dos Sargentos era o sítio BASSON, de propriedade do pai do Dr. Tavares das Neves, onde se localiza o portão principal do Quartel do 24° Batalhão de Caçadores, era o sítio São José, no qual morava um senhor chamado Estevão Bucheiro, figura estimada que se dedicava a venda e fato de gado morto no João Paulo, e, animador dos festejos realizados ali no sitio VENEZA, onde hoje se localiza a sede da Secretaria de Serviços Urbanos e foi ate pouco tempo onde funcionou a secretaria de Turismo da prefeitura, que nota-se intensificou sobre maneira os incentivos do folclore em nosso estado, era nesse tempo propriedade do Dr. Vicente Maia, era o médico mais famoso e bem conceituado do Maranhão. O Colégio Batista localizava-se na Av. Getúlio Vargas fazendo canto com a rua São José, antiga Quinta do Cruz.
Agostinho Torres, foi um importante morador e proprietário de terras do João Paulo, gostava de usar chapéu. Agostinho possua terras ao lado do porto, na época um pequeno igarapé além de possuir glebas por traz do quartel chamado Paraiso, onde existia uma entrada do mar, que chamavam de Praia ou Caieira de Agostinho Torres. Outro importante morador do João Paulo, e que ajudou o bairro no desenvolvimento, foi o senhor Simeão Costa, proprietário também, foi quem implantou uma indústria naquele bairro, um olaria, que durante muito tempo, produziu cerâmica naquele bairro. Localizada perto do porto, ao invés de ser chamada olaria, foi chamada de cerâmica, nada existia além de mato e algumas palhoças, em maio, em um raio de 500 metros, e o caminho ate lá era caminho da roça, graças a Simeão Costa, que se abriu um ramal ate propalado porto, cuja utilidade era apenas de pesca em canoas.
As terras de propriedades de Simeão Costa, que ainda fazem parte do patrimônio da família, são justamente aquelas que ficam situadas na rua da Cerâmica. Simeão era baixo bochudo, possuía quinta no Apeadouro e trabalhava na Casa Bancária do Carlos Neves, morava no sitio PINDOVA, no Diamante pai do senhor Jose Luis e do General Nova da Costa em Brasília.
Desta época nos chega o conhecimento da existência de jovem que havia partido do João Paulo com destino ao Rio de Janeiro menino pobre que saiu de São Luís, com destino ao Rio de Janeiro em um navio da Companhia Ita, fazendo uma viagem de terceira classe com 50 mil réis no bolso presente do seu padrinho e no Rio de Janeiro conseguiu forma-se bacharel em ciências físicas e matemática tornando-se Oficial das Forças Armadas e Professor na Escola Superior de Guerra.Chamava-se Eduardo Ribeiro, conhecido como “O PENSADOR” e aos 18 anos de idade, possuía um jornal de Combate à monarquia na capital São Luis, jornal que tinha o seu nome contra o “ CIVILIZAÇÃO” do clero local. Falamos de um negro, nascido em 1862, que com a instituição da Republica veio a ocupar o cargo de Governador do Amazonas, tornando-se ídolo do povo amazonense e foi na administração que se realizaram os mais importantes trabalhos na Capital do Amazonas. Como serviço de esgoto, agua e luz e como ponto culminante para a arte foi o Teatro Amazonas, ate hoje existente. Maranhense como narrei, filho natural de Florinda Maria da Conceição, pobre senhora, que possuía uma vendinha de peixe na rua São Pantaleão, onde na época possuía uma maneira singular de chamar os fregueses, a noite envolvia papel vermelho em redor de um lamparina e colocava no alto de sua choupana. Nesse dia todo mundo sabia que tinha peixe frito.
O João Paulo caminhava rapidamente , expandindo-se para todos os lados e foi o bairro onde predominou durante muito tempo os tambores de crioula, mina e tantas outras manifestações culturais. Onde hoje é panificadora do Jair, a beira da avenida, ali existiu um tambor de mina que presume ter sido propriedade de Ana Paula, também no local onde se ergueu a estátua em homenagem a Duque de Caxias era o tambor de D. Maximiliana. Por todo o bairro estendia-se a influência dos tambores existia a Isaura, Chica Bahia e no alto da rua Agostinho Torres era o Terreiro de Cota do Barão, cuja guia do terreiro era a popularíssima NHA BÁ, OU NHA BALBINA.
No início da década de 20, mais precisamente em 1924 já bem conceituado era o desenvolvimento do João Paulo, foi quando a tecnologia deu entrada no bairro com a chegada do bondinho elétrico que viria substituir o bonde a vapor que existia desde 1893 , e, que por sua vez substituía o bondinho puxado a burros. O bondinho elétrico fazia linha do centro da cidade para o João Paulo indo até o Anil, percurso feito pelos outros bondes, desde o puxado a burros. No João Paulo, justamente onde havia o retorno foi construído o abrigo que ainda hoje é o centro do comércio varejista na venda de cigarro, cafezinho,bebidas ali era chamado de Rodo, local onde a noite assombrava os pais de família, pelo numero de mulheres que ali faziam ponto, um ponto de desapontamento das famílias João Paulinas.
Há entre as ruas da Cerâmica e Agostinho Torres uma travessa, que no passado era local de encontros de desocupados, onde existiam duas palhoças para a venda de bebidas. A entrada pela rua Agostinho Torres e a saída para a rua da Cerâmica, tão complicado cheio de contorno que procurando um nome que se adaptasse aquele lugar batizam-no de BURACO DO TATU.
O crescimento do bairro dava-se de forma rápida em relação ao crescimento que havia tido por trás da rua Simeão Costa, fica a rua da Vala, por possuir um escoador de lixo, que pega na Avenida Principal e vai derramar na maré sem qualquer cobertura, sendo apesar disso habitada. Nesta rua foi construída uma quinta, denominada SIRI, talvez por sua aproximação direta a maré, que em tempos idos, chegava ate ali perto.
Atravessando a maré, no porto da Cerâmica cuja largura é aproximadamente 50 metros ia-se ao lugar chamado CACETEIRO. Era o ponto preferido para a pesca, possuía além de um bom local de pesca, uma variedade de frutas regionais, mais tarde aquela propriedade veio a pertencer ao Tenente Azevedo, que residia no prédio que hoje funciona o grupo escolar Ribeiro do Amaral, em frente ao Colégio São Vicente de Paula.
A evolução acentuada do João Paulo era fator de transformação e autonomia. Foi ficando mais bonita. Onde hoje se localiza o mercado do bairro, o mercado Ivar Saldanha, existiam duas mangueiras, em um largo, cujas árvores davam um toque estético ao local , ali, era o ponto ideal de passeio domingueiro quando as mocinhas usavam sua melhor roupa e os molecotes se esforçavam pra mostrarem apresentáveis com objetivo que seus olhares matreiros acusavam.
Justamente neste local propicio a brincadeira, foi transformado na década de 20, no largo principal, onde se realizavam os festejos juninos e as brincadeiras de São João, São Pedro e São Marçal, foram imortalizados e perduram durante anos, ate quando resolverem por força do desenvolvimento, mudar dali o festejo do mês de junho. Nesse tempo, os principais incentivadores dos referidos eram antigos moradores Leandro, Ladico, Estevam, Alfredão, Sigismundo, Luis Santiago. Principalmente Ladico que era que fiscalizava o festejo. O delegado de policia era Rodolfo de quem dizia ser um ótimo pessoa. A patrulha comanda pelo Capitão João Pedro e tempos depois substituídos pelo capitão Domingos Chaves. Ladico morava em frente ao largo, em uma casa que fazia canto com a rua Agostinho Torres. As brincadeiras de Bumba Meu Boi era o ponto culminante dos festejos. Onde dona Ambrosina e muitas outras espalhadas pela extensão do largo. Passavam a noite vendendo mingau de milho, arroz e tapioca. Barracas para venda de cachaça. Era o ponto principal da turma e se constituía como ponto de partida para arruaças. Era nessa época, que os camelôs gostavam de expor os seus produtos FINOS adquiridos diretamente de outros estados. Havia incentivadores de jogos que com BOZÓ ( dado) faziam nos dias de festejos, com que os festejos parecessem LAS VEGAS.
Era justamente no mês de junho que o João Paulo tornava-se quente e principal atração da mulherada, que saiam saçaricando pelo largo. Tornou-se o grande centro de brincadeiras juninas, não só de moradores do bairro, mas também pessoas de outras localidades como? Apeadouro, Anil, e ate mesmo do centro da cidade, que nos mês de junho rumavam em grande quantidade para o João Paulo com o objetivo de participar das brincadeiras em carros de boi, andando ou nos luxuosos bondinhos puxados a burros que iniciavam nos idos de 20. Sua gloriosa jornada São Luis – Anil via João Paulo, vinha uma vez por ano, muita gente para os festejos.
Brincavam nesses tempo no largo, os boi de Cururupu, Maioba, Madre deus, Maracanã e de Guimarães, que nesse tempo se chamava, Cabeceira. O festejo era “paidégua” na época, que Tito Novaes, jornalista que naquele tempo transformava os fatos do dia anterior, em glosa no jornal, FOLHA DO POVO, de propriedade de Tarquínio Lopes Filho, cujo seção chamava-se PENEIRANDO, publicou no dia a 20 de junho de 1932 a seguinte matéria: “No JOÃO PAULO, além dos folguedos joaninos, haverá um pau de sebo, na extremidade do qual será colocada uma cédula de cem mil réis, afim de abrir o apetite dos nossos endiabrados garotos.”

“… Só de garotos? Duvido, das raparigas também!
Geralmente quase todas tem vontade de trepar
pra poderem calcular o gosto que aquilo tem.
E o prêmio, leitor, convida… diz a Cota Bacurau,
que por aquela quantia não pode perder a vaza
nem mesmo que tenha brasa na extremidade do pau.
A Clotilde Capanema por alcunha, quiabo duro
apesar de já ter filhas casadas nessa cidade
tem tão grande habilidade que já trepa no escuro.
Neste mundo todos trepam, salvo raras exceções…
só não trepa que tem medo, mas medo é só na hora…
quem não trepa não melhora nem muda condições.”

O largo tornou-se, como já disse, famoso por sua festa anuais e o bairro aos poucos progrediu, apesar da poeira vermelha, casas iam sedo erguidas. Onde hoje é delegacia do 2° Distrito Policial , foi construída a Igreja de São Roque, que teve durante muito tempo o seu dia de festejo. Ruas laterais a igreja forma aos poucos se alargando, o numero de pessoas aumentando e João Paulo ganhando formato para ser um grande bairro sendo cada vez. Anos mais tarde a igreja de São Roque foi demolida para as construções de outras modernas. A imagem de São Roque foi retirada e conduzida para a casa da professora Florípedes onde ainda se encontra na rua Agostinho Torres bem próximo do BURACO DO TATU.
O largo mais tarde foi transformado, com a retirada das duas mangueiras e ali, existiu talvez a maior feira ao ar livre em nossa capital.
O porto da Cerâmica, hoje de grande importância comercial, pois ate ali chegam hoje, barco carregado de madeira de construção, trazendo mais condições para o bairro. Assim nasceu, cresceu e continua crescendo. O mais populoso e importante bairro de nossa capital. Importante, pois foi dele que nasceram os outros bairros como o antigo CACETEIRO, que hoje se chama COROADO. O antigo Cruz, que era o sitio do velho Cruz, que hoje é o Barés. Onde hoje o bairro da Alemanha, foi iniciada pelo sitio VENEZA. Sem que se fale no Caratatiua que ficava por traz do PRADO, local onde se efetuava corrida de cavalos.
Joao Paulo virou bairro, bairro importante de que hoje se fala. Agostinho Torres virou umas das mais importantes ruas desse bairro, como também Simeão Costa que possui uma outra rua por mérito de sua olaria: a rua da Cerâmica. O Caminho Grande, transformado tempos depois, com asfalto, deixou de ser caminho poeirento se constituindo na principal avenida de nossa capital.
Esse trabalho, de pesquisa junto a antigos moradores deste bairro, é mais um tributo de autor a estes remanescentes, que demonstraram durante a entrevista a felicidade que possui agora, deixando a certeza de que eram felizes, no tempo do caminho grande, quando moravam na pequena vila chamada PRADO.

Este trabalho foi pesquisado e produzido em 1975, várias alterações foram feitas durante todo esse tempo. Estes subsídios servem de base para o inicio da história do maior e mais populoso bairro da capital São Luis.
O autor

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